sábado, 31 de outubro de 2009

Lady, where has your love gone?

"Fui jogar Nietzsche for Speed, mas não consegui passar da primeira pista porque apareceu uma mensagem: o Memory Card está morto."

***

Como diria alguém, titio Nítch e sua estética da crueldade. O mundo? Absurdo, nonsense, reticente, do-what-you-wish.
"Eu sou eu e minhas circunstâncias..." E as consequências, que fiquem para você.

domingo, 18 de outubro de 2009

And don't embrace the past

Esse blogue tá bem paradão mesmo, mais que dia de jogo (odeio!). Se bem que depois dele a rua vira um inferno com altos trânsitos que sempre pioram quanto mais perto você chega do lugar que você deveria estar há 2 horas atrás. Anyway, não se pode esperar muito de uma cidade em que o meio mais rápido de os nativos se locomoverem é por baixo da terra e violando três leis da Física (dois corpos ocupam o mesmo lugar, não existe inércia porque você continua no mesmo lugar quando o trenzinho (que não diz piuí) para e não existe gravidade porque você solta o braço do corrimão (ok, corrimão é pra escada, mas bls) e ele não cai).
O pior é que as últimas postagens foram coisas bizzzarrras que achei por aí e piadas internas já pertencentes às memórias do subsolo (titio Dostô, valeu man) das partes envolvidas. Mas é que eu ando sem criatividade (bom, nunca tive at all) e até na hora de improvisar uns sons psicodélicos na bateria eletrônica minhas mãos cegas tateiam em vão os botões surdos do Drum Trigger Module e dão bode geraus. Principalmente a mão esquerda, seria bom se eu tivesse duas mãos direitas (hum, talvez por isso ambidestro tenha esse nome, bando de gente racista com canhotos).
Mas o que eu queria lhe dizer é que a (coisa aqui tá preta? NOT) culpa é toda dos molequinhos. Sempre tem um molequinho que toca DT a 420 bpm com sextinas e pedal duplo Pearl que ganhou do papai (o mesmo que botou o cidadão na escola de música aos 3 meses de vida). Você pode fazer musculação e treinar todos os rudimentos 89 vezes ao dia, mas nunca superará o Molequinho (BTW, vi um que devia ter uns 5 anos na Expo Music arrasando quarteirões (com a galerinha do barulho) numa Tama ou Mapex, sei lá).
Mas como o importante é ser awesome, postarei umas coisas awesome pra você mostrar pros seus amicos awesome e eles acharem awesome so i put an awesome in your awesome e você vai arrasar quarteirões com sua patota (não tanto com o Molequinho, mas vá lá).
OK obg tshal bgo













Alguns são old mas vale a pena frisar, garantia Chuck Norris e selo Entei de qualidade.
"Mestre, tá tudo bem." - Cão do Up

EDIT: Consegui embeddear os víds \o/

sábado, 3 de outubro de 2009

Todas as conversas convergem para Pokémon




sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um entra, dois saem

Tecido Linfático, Setor 9-B, 1987.

No episódio que ficou conhecido como Mitose Nº 5567556678-00, as massas alucinadas gritavam freneticamente, aguardando uma definição da contenda.

sábado, 29 de agosto de 2009

Outrem

Ouvi um barulho.
- A janela treme. Será que...? - disse eu.
- É o vento, e nada mais - disse o corvo de Poe.
- Não me parece. Aqui dentro só há espelhos, e essa janela é o reflexo da porta do quarto. Logo, deveria estar fixa.
O barulho cessou, imediatamente após eu terminar de dizer a frase. Meu interlocutor, após longo silêncio, disse:
- Meu caro, espelhos mentem. Tente entrar em um, verás que falo a verdade.
- Você é um espelho - retruquei.
- Não, - respondeu-me com minha própria voz, quase murmurando - e mesmo que fosse, você não teria coragem de me ver.
- Provavelmente não teria coragem mesmo. Quem mente não é o espelho, e sim o espelhado.
- É, "o pior cego é aquele que não quer ver" - disse o corvo, esticando as asas.
- Você não era o sujeito das citações literárias? Chavões, agora?
- Se eu citasse qualquer coisa menos mainstream, você não veria.
Olhei à minha volta e vi alguns senhores sentados em cadeiras de vime, uns velhos, outros jovens, mas todos com penas à mão. Escreviam em pergaminhos, freneticamente, com ares de erudição.
- São suas penas?
- Sim, as minhas são todas negras - sentenciou.
- Seu catálogo prolixo é totalmente vão. São só um bando de lógicos. Desafiariam Deus a uma partida de xadrez, falhando miseravelmente.
- Eh, eh, - corvejou - agora você está começando a ver além dos espelhos. É por aí mesmo. Mas a questão não é tão simples assim. Você pode cair num reducionismo fatal.
- É, sempre penso nisso. Generalizações incomodam as pessoas.
- Entre nesse espelho. Talvez as coisas fiquem mais claras - grasnou.
Eu estava sentado na varanda durante todo este diálogo. Por um instante achei que tinha sonhado, e que tinha acabado de acordar, com meu próprio ronco, mas percebi que o ruído havia vindo da janela. Era o assovio do vento passando pelas frestas. O corvo interrompeu minhas divagações:
- Não resta muito tempo. Já é tarde.
- Está bem.
Levantei-me, e caminhei até a parede espelhada. No momento em que a toquei, o corvo voou até a janela que tremia, abriu-a e foi embora, sem dizer palavra.

Déjà vu

“Esta juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens
são maus e preguiçosos. Eles nunca serão como a juventude de
antigamente… A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa
cultura.”
- inscrições num vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia, com mais de 4000 anos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Poesia e caldo de galinha não fazem mal a ninguém

Cautela

São tantas, sim, infinitas ruas
Inúmeros caminhos há, e duas a duas
Vão conversando, e parando
E ouvindo, e tentando
Decifrar a realidade, e a origem
E o fim último, e a viagem
Prossegue, com as pessoas
As mesmas, todas as horas.

Os ferozes leem coisas e saem por aí a cantar,
Transformados, revoltados,
Proezas de um mundo que não existe.
Os fracos não leem, que pena, não veem o mar,
Encurralados, isolados,
Criam sua própria realidade, limitada e triste.
Os lógicos tentam, inutilmente
Limitar o oceano, sem piedade
E atravessá-lo, e afundar.
Os poetas apenas flutuam, com a mente
No mar infinito da realidade
E descobrem, enfim, o que é amar.

L. G. Dias

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Teoria Quântica Murphyana

O Instituto para o Recuo da Ciência divulgou anteanteontem uma nota explicando qual será a Teoria de Unificação da Física que vingará [entre elas, há a Teoria das Cordas (de pular?), que entre outras maluquices, prevê 10 ou 11 dimensões]: A Teoria Quântica Murphyana. Foi construída em meados de 2008 por Kaslkdjs Asjpsöak, um mexicano descendente de bolivianos, a partir da Mecânica Quântica e da Lei de Murphy (se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará). Aparentemente, também engloba a Teoria da Relatividade, para a surpresa dos físicos, já que esta última é incompatível com a Mecânica Quântica por motivos que só Deus sabe. A Lei de Murphy seria o elo perdido.

A Teoria Quântica Murphyana resolve o famoso Paradoxo do Gato-Manteiga, que descreverei agora:
Seja G um gato real, com pelagem rala, tão jovem quanto se queira e perfeitamente saudável. Seja P um pão integral (o pão integral é a integral de Riemann de menos infinito a mais infinito do pão francês, daí o nome) com uma das faces coberta com manteiga M dentro da validade.
Uma propriedade dos gatos reais e perfeitamente saudáveis é de que eles sempre caem de pé, não importando a altura da queda (considerando essa altura próxima da superfície da Terra não fatal para o gato).
Também é propriedade dos pães com manteiga que eles sempre caem com a manteiga para baixo, não importando a altura da queda (considerando essa altura próxima da superfície da Terra não fatal para a integridade do complexo pão-manteiga), resultado previsto pela Lei de Murphy e confirmado pela Física Experimental.
Se P + M (com a face coberta de manteiga para cima) for acoplado nas costas de G, e este novo sistema for jogado de, por exemplo, uma mesa, o que aconteceria?
A resposta da Mecânica Quântica: pelo Princípio da Incerteza de Heisenberg, não dá pra saber antes de fazer a experiência.
A resposta da Lei de Murphy (inconclusiva): daria errado, da pior maneira possível.
Mas, organizações ambientalóides impediram os físicos realizarem o experimento, sob o pretexto de os gatos reais, com pelagem rala, tão jovens quanto se queira e perfeitamente saudáveis estarem em extinção.
A resposta final da Teoria Quântica Murphyana: o sistema flutuará em equilíbrio estático quântico, com o gato para cima ou para baixo, dependendo do spin e do momento angular do sistema ao ser lançado. A equação que rege este fenômeno é (retirado do artigo An essay on Murphy-Quantum Theory, do cara com nome curioso supracitado):
Ainda há dúvidas se este sistema continuará sendo material assim que for lançado, podendo ser onda pura. Assim, a Teoria Quântica Murphyana prevê uma nova partícula no Modelo-Padrão: o antigráviton, já que surgirá uma força contrária à força gravitacional originada pela soma das propriedades do gato e do complexo pão-manteiga, de natureza desconhecida até agora.

Dados técnicos para construir uma nave espacial com dispositivo antigravidade: propulsionar uma nave por meio de gatos congelados em animação suspensa, a cerca de 4K, com pães com manteiga amarrados na costas.

Músicas da semana:
Keane - Spiralling
Kaiser Chiefs - Heat Dies Down

sábado, 4 de julho de 2009

A feira

Na primeira vez que ouvi falar da tal Flip, achei que fosse mais uma competição de skateboarding (não querendo interromper mas já interrompendo, vejam isso, hilário). Na verdade, pensei nisso agora, mas não vem ao caso. O que achei intrigante foi o tratamento que deram para o evento na mídia. Ok, homenagear Bandeira, é um bom poeta. Agora, ficar bajulando o tal do Dawkins é demais. O cidadão apenas juntou um bando de teorias e "inaugurou uma nova era na crítica à religião". E ainda insiste na velha história razão x fé (a esse respeito, olhar aqui, e em particular, ali). Não dá pra considerá-lo um grande expoente na história da literatura. Nem sequer um expoente. Mas enfim. Achei curioso também o comentário de um organizador do evento, se não me engano: "Dawkins não faz sucesso porque é ateu, e sim porque defende o livre-arbítrio". Orabolas, qualquer ser humano típico sabe que a maior parte das nossas ações são praticadas conscientemente e livremente. O restante delas pode ter origem no hábito ou no instinto, for sure. Na grande maioria das vezes, sabemos o que fazemos, e sabemos que poderíamos ter escolhido outra opção, se quiséssemos.
Visto que o raciocínio é simples, temo que um dia qualquer macaco treinado poderá fazer sucesso escrevendo um best-seller, haha. O sujeito ainda continuava, num raciocínio um tanto desconexo (não me lembro das palavras direito): "Por isso, não devemos esperar que haja uma vida após a morte, e sim aproveitar ao máximo esta", idéia compartilhada por Dawkins (às vezes dá vontade de acrescentar "um delírio" ao nome). Imediatamente após estas palavras, a cobertura da Flip pelo jornal foi interrompida para anunciar alguma catástrofe que deixou algumas dezenas de mortos. É possível fechar os olhos à certeza da morte e viver "maximizando o prazer e minimizando a dor"?
O homem não encontra em si nem nas coisas visíveis que o cercam a resposta aos seus anseios mais espontâneos: a Vida plena, A Felicidade integral, a Verdade sem erro, o Amor sem traição, a Bondade sem falhas... Com maiúsculas, pois o significado é distinto do usado na vida corrente.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A volta dos que não foram

Enfim, o Postador-Mor retorna de seu estado vegetativo, que durou... hum... uns bons meses... Uma mistura de preguiça, lapsos de criatividade e matérias nonsense. Não vou prometer nada desta vez, tenho certeza absoluta de que não vou cumprir (tem alguém aí?). Esta passagem aqui foi só pra revitalização mesmo, não tem nada de novo mesmo. Mesmo.
Quem tem medo do Mesmo? O Mesmo é o sujeito que permeia os elevadores de nossa Nação, esperando vítimas que serão nevralgicamente atacadas pelo Mesmo. Pede-se, portanto, aos cidadãos, que verifiquem antes de entrar no veículo elevador se o Mesmo se encontra parado no andar.
Velha piada. Pra vocês verem onde chegamos. Resumo Teórico se reduzirá a piadas?